Chega um momento em nossas vidas em que nos deparamos com uma grande mudança a nossa frente. Não digo somente no sentido de trocar de um lugar para o outro, e sim de uma transformação interna que nos acomete às vezes de maneira branda, como uma garoa fina em dias de inverno, noutras de forma avassaladora como uma tempestade que se encorpa no horizonte de verão.
Este sentimento de aproximação iminente muitas vezes nos causa um forte frio na barriga. Muitos descrevem esta emoção como medo, eu particularmente prefiro associar mais com a sensação como de quando se sobe uma escada e no último degrau leva-se o pé convicto de que encontrará mais um degrau e vacila com este no ar até que toque o solo, ou para dizer popularmente “ficar sem chão”.
Mas o que quero dizer com tudo isso? Sinceramente, não sei. Como o próprio título do texto sugere, me entreguei a divagar nesta manhã fria de quarta-feira, sendo que, estes pensamentos muito se devem ao fato do meu “iminente” casamento. Não que os dez meses que faltam até lá, não sejam um tempo a ser considerado, mas sim, que a contagem regressiva, com a qual iniciei este blog, faz com que eu pare para pensar na nova maré que se aproxima.
Contudo, é exatamente neste momento, quando perco o fôlego por alguns segundos e hesito na beira do precipício que me lembro do que realmente me faz seguir em frente, e do que realmente me importa e me incentiva nos momentos de fraqueza. Isso me leva a me jogar sem medo na vida, convicto da mão que me será estendida na escuridão.
Pri, obrigado por caminhar ao meu lado.
Com carinho,
Luis Mota
















Oi Luis…
Vi o link no seu nick e vim dar uma espiadinha.
Caramba, você vai se casar!!! E com a Priscila, da facul.
Nessas horas que a gente percebe que pelo menos para alguma coisa a facul serviu, né!?
Desejo muuuitas felicidades aos noivos e irei acompanhar os preparativos.
Você será um ótimo escritor.
bj
CLAP CLAP CLAP !!!!!!